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A construtora capixaba Galwan, especializada na execução de obras para condomínios fechados de investidores, vai construir pelo menos cinco hotéis no Rio de Janeiro antes da Copa do Mundo de 2014, com investimentos de R$ 201 milhões. O presidente da empresa, José Luís Galvêas, disse que pretende aumentar esta conta, desde que surjam terrenos em locais atrativos para os investidores e para a administradora de hotéis que atua em parceria com a construtora, a rede francesa Accor.
Dos cinco hotéis programados até agora para o Rio, dois já foram construídos e estão operando desde o ano passado. São um da rede Ibis, com 330 apartamentos, e outro da rede Novotel, com 150 unidades, localizados em dois prédios vizinhos nas proximidades do aeroporto Santos Dumont. Os dois hotéis custaram cerca de R$ 86,5 milhões e foram construídos sob contrato com um grupo de investidores capixaba, o mesmo que em 2002 encomendou à construtora o primeiro Ibis de Vitória.
Os outros três hotéis do Rio estão programados para serem inaugurados em 2011, representando investimentos de R$ 114,3 milhões. Os dois primeiros, da bandeira Ibis, serão erguidos em Botafogo e em Copacabana, ambos na zona Sul. O terceiro será uma Novotel na avenida Lúcio Costa (antiga Sernambetiba), praia da Barra da Tijuca (zona Oeste). Este último terá a Funcef, fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), como proprietária de 80% das suas unidades, ficando 10% para a própria Galwan e 10% para a construtora Performance, que participou, também com 10%, dos dois hotéis do Santos Dumont.
Galvêas disse que desde 1982, quando começou a construir prédios em Vila Velha (ES), sempre atuou no sistema de cooperativo, ou de condomínio fechado. Por esta modalidade, hoje muito difundida, a iniciativa da obra é de um grupo de investidores que contrata uma construtora para executar o serviço a um preço combinado que, segundo o presidente da Galwan, fica, em média, 25% mais barato do que um imóvel construído pelo modelo convencional.
A Galwan, que tem quatro sócios (Galvêas detém 40% do capital), nasceu há 21 anos e a entrada no mercado de hotéis ocorreu há 12 anos, com a construção de um apart-hotel com 160 apartamentos em Vila Velha. A Accor entrou no negócio como contratada para administrar o empreendimento sob a bandeira Partenon, já extinta.
Segundo Galvêas, a empresa percebeu que em um apart-hotel a rentabilidade para os investidores é prejudicada porque há um conflito de interesses entre os que moram no prédio e as unidades disponíveis para hospedagem. Um estudo concluiu que o melhor investimento seria em hotéis, o que levou à construção do primeiro Ibis de Vitória. Segundo Galvêas, o hotel começou rendendo R$ 600 por mês para os investidores e hoje rende R$ 1.500.
No Rio de Janeiro, segundo Galvêas, os dois primeiros hotéis estão gerando para os investidores rendimento de R$ 1,3% ao mês por unidade que custaram R$ 123 mil (Ibis) e R$ 298 mil (Novotel). Para os outros três hotéis programados, foi estimada uma rentabilidade mensal de 1,4%.
Em média, a Galwan fica com 20% dos empreendimentos. Galvêas disse que no começo da crise houve aumento de dois para quatro meses no prazo para reunir os investidores para a cada obra, mas a situação está voltando ao normal.
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